Visitar Death Valley desde Las Vegas: roteiro completo de 1 dia

Visitar o Death Valley National Park é entrar num dos lugares mais extremos dos Estados Unidos. Localizado entre a Califórnia e o Nevada, este parque nacional é conhecido por ser o mais quente, seco e baixo do país, e um destino que impressiona tanto pela paisagem como pelas condições extremas.
Para quem está em Las Vegas, o Death Valley é uma das excursões de um dia mais populares e surpreendentes. Em poucas horas de carro, passas do caos da Strip para um cenário quase irreal, feito de desertos, salinas, dunas e miradouros com vistas arrebatadoras.

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As temperaturas aqui não são brincadeira: no verão, os termómetros ultrapassam facilmente os 45 °C, e já foram registados mais de 54 °C, muito perto do recorde mundial. Por isso, visitar o Death Valley exige planeamento, respeito pelo ambiente e algumas precauções essenciais, mas a experiência vale totalmente a pena.
Neste artigo partilhamos um roteiro completo de 1 dia desde Las Vegas, com os principais pontos a visitar, dicas práticas, quando ir e tudo o que precisas de saber para explorar o Vale da Morte em segurança.

Visitar Death Valley em 1 dia

Mesquite Flat Sand Dunes

As Mesquite Flat Sand Dunes são uma das imagens mais icónicas do Death Valley e um excelente ponto de partida para este roteiro de 1 dia desde Las Vegas. Aqui encontras dunas de areia fina que se estendem até onde a vista alcança, criando um cenário que parece saído de um filme, especialmente ao início da manhã ou ao final da tarde, quando a luz é mais suave.
Este é um dos locais mais acessíveis para caminhar pelas dunas, sem trilhos definidos, permitindo explorar ao teu ritmo e sentir verdadeiramente a dimensão do deserto. Basta caminhar alguns minutos para longe da estrada para ficares rodeado apenas por areia e silêncio.

mesquite flat sand dunes, death valley
salt creek death valley

Salt Creek

Trata-se de um pequeno percurso circular com cerca de 1,4 km, maioritariamente feito sobre um passadiço de madeira, o que torna a visita fácil e acessível. Ao longo do caminho encontras vários painéis informativos que explicam a história e as particularidades deste ecossistema extremo. É uma paragem especialmente interessante para quem viaja com crianças.
Apesar de parecer improvável, este é um dos poucos locais do Death Valley onde existe água (dependendo da época do ano) e até vida animal adaptada a condições extremas, o que torna o passeio diferente do restante cenário árido do parque.
O acesso é feito por uma estrada de terra batida, mas em boas condições e perfeitamente transitável para carros normais, sem necessidade de 4×4.

Golden Canyon

O Golden Canyon é uma das áreas mais populares do Death Valley para caminhadas, graças às suas formações rochosas coloridas e aos vários trilhos que atravessam o desfiladeiro. As tonalidades douradas das montanhas contrastam com o céu, criando um dos cenários mais fotogénicos do parque.
Existem diferentes opções de percurso, desde caminhadas curtas até trilhos mais longos, mas é essencial ter em conta a época do ano. Durante o verão, as temperaturas tornam estas caminhadas extremamente exigentes e, em muitos casos, desaconselhadas.
Na nossa visita, o vento era bastante forte, pelo que optámos por uma paragem rápida apenas para apreciar a paisagem e tirar algumas fotografias.

Golden Canyon, death valley
Devil's Golf Course death valley

Devil's Golf Course

O Devil’s Golf Course é uma das paisagens mais impressionantes e inesperadas do Death Valley. O terreno é completamente irregular, formado por cristais de sal e minerais que criam um solo afiado e caótico, resultado da evaporação de um antigo lago que existiu aqui há milhares de anos.
Ao caminhar com cuidado pela área, percebe-se rapidamente porque este local ganhou o nome que tem. As formações de sal estalam com o calor, o chão parece quase intransitável e a sensação é a de estar num cenário verdadeiramente inóspito.
O nome vem de uma expressão popular que diz que “só o diabo conseguiria jogar golfe neste terreno”.

Natural Bridge

Paragem interessante para quem quer acrescentar uma pequena caminhada ao roteiro pelo Death Valley. Trata-se de uma formação geológica natural em forma de arco, esculpida pela erosão ao longo de milhares de anos, que faz lembrar uma verdadeira ponte de pedra.
O trilho é relativamente fácil e tem cerca de 3 km (ida e volta). A ponte encontra-se logo no início do percurso, o que torna esta visita viável mesmo para quem tem pouco tempo ou não quer fazer a caminhada completa. Ainda assim, ao longo do trilho surgem outras formações rochosas curiosas que tornam o passeio mais interessante.

Natural Bridge death valley
badwater death valley

Badwater

Aqui estás literalmente no ponto mais baixo de toda a América do Norte. Com 86 metros abaixo do nível do mar, o Badwater Basin impressiona não só pelos números, mas sobretudo pela escala da paisagem à tua volta.
À saída do estacionamento, o chão transforma-se numa enorme planície branca, coberta por cristais de sal, resultado da evaporação de antigos lagos. Caminhar por este solo claro, rodeado por montanhas áridas, faz-nos parecer que estamos em outro planeta.
Na encosta mesmo em frente consegues ver uma placa que assinala o nível do mar, ajudando a perceber visualmente a diferença de altitude. É daqueles momentos em que os números fazem finalmente sentido.

Artists Drive + Artists Palette

Poucas estradas no Death Valley conseguem ser tão cénicas como a Artist’s Drive. Este percurso de sentido único (sul → norte) serpenteia por paisagens geológicas impressionantes e, para nós, foi uma das estradas mais divertidas e surpreendentes que já conduzimos, não só nos EUA, mas em qualquer viagem. Ao longo de cerca de 14,5 km, a estrada atravessa zonas que seriam praticamente inacessíveis a pé, permitindo apreciar de perto formas e cores que mudam constantemente. Existem vários pontos de paragem ao longo do trajeto, ideais para fotos e pequenas pausas.
O ponto mais famoso é o Artist’s Palette, uma encosta pintada naturalmente em tons de verde, rosa, roxo e amarelo, resultado da oxidação de diferentes minerais presentes na rocha. É um dos locais mais fotogénicos do parque e uma paragem obrigatória neste roteiro.

Artists Drive death valley
Zabriskie Point death valley

Zabriskie Point

Do alto do Zabriskie Point, a paisagem abre-se numa vista ampla e impressionante sobre uma sucessão de colinas onduladas e formações áridas esculpidas ao longo de milhares de anos. Este é um dos miradouros mais famosos do Death Valley e percebe-se facilmente porquê.
A vista panorâmica, praticamente a 180 graus, permite observar diferentes camadas de solo, com tons que variam entre o bege, o dourado e o castanho, criando um cenário quase abstrato. Tudo aqui é resultado da erosão contínua, que moldou o terreno de forma lenta mas implacável. É um daqueles locais onde vale a pena parar, observar com calma e simplesmente absorver a escala e a força da natureza.

Twenty Mules Team Canyon

As formações geológicas vistas no Zabriskie Point ganham aqui uma dimensão ainda mais próxima e detalhada. O Twenty Mule Team Canyon permite percorrer um vale estreito onde as camadas de solo revelam tons de preto, castanho, amarelo e branco, criando um contraste impressionante.
O acesso é feito por uma estrada de terra batida, sem saída, mas em boas condições para carros normais. O percurso obriga a regressar pelo mesmo caminho, o que dá tempo para apreciar a paisagem com calma e parar sempre que quiseres para fotografar.
É uma visita curta, mas que complementa muito bem o Zabriskie Point, permitindo observar estas formações de um ângulo diferente e mais próximo.

Twenty Mules Team Canyon death valley
dante's view death valley

Dante's View

Para terminar o dia, nada melhor do que subir até ao Dante’s View. Este miradouro, situado no topo da montanha, oferece uma das vistas mais amplas e impressionantes de todo o parque, ajudando a perceber a verdadeira escala do Death Valley.
A partir daqui é possível avistar vários locais por onde passaste ao longo do dia, incluindo a Badwater Basin e o Devil’s Golf Course, agora vistos de cima, num contraste brutal com o deserto lá em baixo.
A diferença de temperatura é imediata. No nosso caso, sentiu-se uma variação de cerca de 15 °C entre a base do vale e o topo. Esta diferença acontece porque as zonas abaixo do nível do mar retêm muito mais calor, tornando ainda mais evidente o quão extremo é este lugar.

Onde comer e dormir no Death Valley?

Ao planear uma visita ao Death Valley, é importante ter expectativas realistas quanto às infraestruturas. As opções dentro do parque são muito limitadas e concentram-se quase exclusivamente na zona de Furnace Creek, onde encontras alguns alojamentos, restaurantes e e um posto de combustível.
Para quem faz apenas um roteiro de 1 dia desde Las Vegas, a melhor opção é levar comida e água compradas no dia anterior, evitando perder tempo em restaurantes e garantindo mais flexibilidade ao longo do dia. Foi exatamente isso que fizemos: refeições simples e snacks, suficientes para aguentar o calor e o ritmo do passeio.

furnace creek death valley

Quanto ao alojamento, só faz sentido dormir dentro do parque se estiveres a fazer um roteiro de vários dias. Caso contrário, Las Vegas é a base mais prática, com muito mais oferta, preços mais competitivos e acesso fácil ao parque.

👉 Dica importante: a rede móvel é praticamente inexistente em grande parte do Death Valley. Não contes com internet ou chamadas, por isso prepara tudo com antecedência.

Quando visitar o Death Valley?

A melhor altura para visitar o Death Valley National Park é entre outubro e abril, quando as temperaturas são mais amenas e permitem explorar o parque com alguma tranquilidade. Durante estes meses, os dias são mais agradáveis para caminhadas e paragens frequentes, mesmo continuando a ser um destino quente e seco.

Entre maio e setembro, o calor torna-se extremo, com temperaturas que ultrapassam facilmente os 45 °C  e no pico do verão podem atingir valores ainda mais elevados. Nessa altura, muitas caminhadas deixam de ser aconselháveis e o risco de desidratação aumenta significativamente.
Para quem visita o parque apenas por 1 dia desde Las Vegas, a primavera e o outono são ideais, combinando boas condições climatéricas com dias longos

Como chegar ao Death Valley?

A forma mais prática de visitar o Death Valley é de carro, a partir de Las Vegas, numa viagem que dura cerca de 2 a 2h30, dependendo do ponto de entrada no parque. As estradas são boas, bem asfaltadas e fáceis de conduzir, mesmo para quem não está habituado a longas distâncias nos EUA.
No entanto, é importante ter atenção: são estradas longas, retas e pouco movimentadas, o que convida facilmente ao excesso de velocidade. Mantém sempre os limites indicados, porque além das multas serem elevadas, qualquer imprevisto aqui pode tornar-se sério devido ao isolamento da zona.
O ideal é sair cedo de Las Vegas, entrar no parque pela manhã e fazer o roteiro de forma circular, terminando novamente na cidade ao final do dia.

death valley como chegar

👉 Dicas essenciais antes de arrancar:

  • Abastece o carro em Las Vegas (os postos dentro do parque são raros e caros);

  • Leva água em abundância e snacks;

  • Faz download dos mapas offline (a rede móvel é praticamente inexistente);

Para quem não quer conduzir, existem também excursões organizadas desde Las Vegas, mas estas oferecem menos liberdade e um ritmo mais apressado.

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Visitar Death Valley: dicas úteis

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Visitar Death Valley: preciso de visto?

Cidadãos portugueses:
Não precisam de visto de turismo, mas é obrigatório pedir uma autorização eletrónica chamada ESTA (via Programa de Isenção de Visto – Visa Waiver Program).

  • Deve ser solicitada online com antecedência.
  • É válida por 2 anos (ou até expirar o passaporte).
  • Permite estadias até 90 dias.
  • Ter ESTA ou visto não garante automaticamente a entrada nos EUA. A decisão final é sempre feita pelo oficial de imigração no aeroporto.

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